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. ANITA, MUNINA E MOÇOILA.


 

Bruxelas, 27 de Outubro de 2015

Noite de lua cheia e o final de mais um dia intenso de trabalho.
Estou longe, a cama é impessoal e as chamadas telefónicas são limitadas. Sentada no sofá do hotel, na penumbra do quarto com a música a soar baixinho, a vista da minha janela é o meu consolo. Todos temos vidas diferentes e caminhos mais ou menos sinuosos, mas a verdade é que seja em qual for o sítio no mundo que estamos partilharemos sempre o mesmo céu.

Tem sido uma aventura este caminho, mas - e apesar do cansaço - vivo de coração cheio de agradecimento à vida pelas oportunidades e pelas pessoas que me tem dado. Não me canso de repetir, de escrever, de dizer, porque é uma das minhas formas mais singelas de dar de volta. Tento retribuir acarinhando estas bênçãos e fazendo-o como melhor sei - com o coração - e acima de tudo permanecendo fiel a mim mesma para me manter sincera e real. 

Por isso, num fim-de-semana que passou, aceitei sair numa tarde fria e chuvosa para conhecer o Nuno Gervásio e o projeto para o qual me convidou a fazer uma entrevista e uma sessão smartográfica - durante esta semana a Anita habita ali no Lisboa, Menina ou Moça? 


Ele é a cara de um projeto para Elas.

Um projeto "em smart photography (fotografia através de dispositivo móvel) sobre mulheres lisboetas, urbanas e multifacetadas, que desenvolvem trabalho criativo na capital portuguesa nas diferentes áreas da arte, cultura, social media, tecnologia e comunicação. Todas as semanas uma convidada, uma entrevista, uma zona de Lisboa escolhida pela própria e uma sessão fotográfica com o tempo de duração máximo da bateria do smartphone. Todas as sessões são uma experiência intuitiva entre autor e convidada. As sessões são sempre livres e decorrem com elevado grau de imprevisibilidade. Resultam da inspiração dos locais, da criatividade espontânea, da relação interactiva e da cumplicidade criada no momento.".


E assim foi. O encontro aconteceu na Fábrica Braço de Prata, um sítio que me é muito querido, não só pelo espaço em si, mas também pela área circundante, principalmente junto ao rio. A conecção que tenho a esta cidade é profunda, enraizou-se sem eu dar conta e se já houve momentos em que a partida era eminente, hoje em dia já me é difícil de a imaginar. Entre conversa e paródia o Nuno foi clicando e eu fui fazendo caretas, franzindo o sobreolho e, mesmo a portar-me como uma criança insolente, ele fez um ótimo trabalho - (Haja paciência!). 

A entrevista é muito direta e simples, e quanto à listagem de nomes como meninas-mulheres de força em Lisboa, apesar de gigante ainda acho curta e já houve vários outros nomes que me ocorreram entretanto, espero que não fiquem tristes comigo, peço desculpa e envio muito amor a todas, porque o que mais tenho conhecido são mulheres de garra e artistas incríveis. Uma inspiração constante. 


Obrigada mais uma vez de coração, espreitem o resultado e espero que gostem tanto quanto eu.



Já agora, espreitem também o novo site onde o blog agora se inclui.



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