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“Make it Happen!” – Garagem das Artes – Fusing Culture Experience 2014

foi assim que aconteceu, para mim

Cheguei já no segundo dia, e ainda que o festival tivesse começado só no dia anterior, a equipa da Garagem das Artes já estava a trabalhar “em campo” há mais de uma semana para a montagem e organização de 3 dias cheios de arte e cultura. 


Quando a Lara me ligou a convidar para fazer parte desta secção dedicada às Artes, sob a coordenação geral dela, fiquei deveras honrada e imensamente agradecida, não só por ser parte de um cartaz num festival, mas principalmente por fazer parte de um dos projectos da sua curadoria. O nome dela já não é desconhecido sempre que se fala em intervenções artísticas e culturais, mas nunca é demais referenciar a Lara Seixo Rodrigues, que será também a minha próxima convidada para a rubrica “À conversa com…”.


Conheci a Lara através de um dos projectos dela que tem tido um impacto imenso na streetart em Portugal: o festival Wool. Anterior a isso já reconhecia o trabalho dela através de artistas que por ela são tão bem tratados e que, por eles e pela arte deles, tem dado muito de si, empenhando alma e coração (já para não falar de que escreve super bem). Por lhe ter admiração e apreço  aceitei com nervoso miudinho de quem sente a responsabilidade de “fazer parte” de tudo isto.

Este texto poderia ser sobre o que foi o Festival Fusing Culture Experience 2014, e de certa forma até poderá ser, mas é essencialmente sobre o festival que foi a Garagem das Artes. Ou melhor, será dedicado às pessoas que fizeram parte dela e que a fizeram acontecer: 
“Make it Happen!”

Foi a própria Lara que me foi buscar aos autocarros, ajudou-me a reconhecer os caminhos pela Figueira e acompanhou-me praticamente todo o festival. Assim que chegamos, quando eu pensava que iria ter pulseira e passe de convidado, entregou-me uma credencial cheia de “cruzinhas no fundo” que me permitiu andar pelo festival livremente (backstage incluídos).

Apesar do recinto ainda não estar aberto ao público, a azáfama na garagem das artes já se sentia e pelo que percebi, começou bem cedo. Já haviam muitas dores físicas e cansaço, mas a vontade permanecia em grande e o sucesso da Garagem das Artes reflectiu isso mesmo.

Conhecer todos os que dela faziam parte parecia impraticável, porque na verdade as intervenções desta secção estenderam-se dentro e fora do recinto. Eu costumo dizer que nada se faz sem pessoas, e na verdade, para mim, as pessoas são o verdadeiro sucesso de todos os projectos culturais - a sua força e vontade de dar de si e da sua arte aos outros, seja de que cariz for: voluntários, artistas plásticos, ilustradores, fotógrafos, vídeo, arte urbana, breakdance, scratching, e os coordenadores de toda esta malta foram, na minha opinião, o que garantiu o sucesso desta chamada “nossa arte” do Fusing 2014.

Deste convite consistia não só uma conversa sobre os meus trabalhos e a identidade da “Anita dos 7 Ofícios”, como também dois passeios de instagramers, um no dia 15 e outro no dia 16, os quais tive o prazer de poder ajudar a organizar presencialmente nos referidos dias, com o apoio da Garagem das Artes e dos grupos da comunidade Instragramers Portugal, Igerslx e Igersoporto.

A minha vontade mais permanente durante estes dois dias foi a de agradecer tudo a toda a gente e a toda a hora; a quem dá boleias, a quem enche os pratos de comida, a quem ajuda a apanhar a caneta que cai ao chão, a quem ajuda com sacos, a quem ajuda em toda e qualquer tarefa necessária, a todos os envolvidos neste evento e a todos os que tão simplesmente estiveram presentes - esta simplicidade tão importante que fez a diferença não só para mim, como para todo o evento em si, e no sentido mais lato para a cultura em Portugal.

"posers" no mural do AddFuel | todas as fotografias da minha autoria com iphone 5s, à excepção da 2ª que pedi à menina de patins para tirar eheh
Tanto no meu primeiro dia como no segundo (segundo e terceiro do festival), comecei a tarde com o encontro/passeio de Instagramers. Juntou-se um grupo formoso de cerca de 10 a 12 pessoas, em ambos os dias, com alguns elementos “repetentes” vindos de Leiria, Cascais, Lisboa, Porto e Figueira da Foz, e com a ajuda fantástica do Daniel Cerejo (@dcerejo) e do Sérgio Nunes (@sergnun) exploramos as ruas do centro da cidade e o pontão da praia até retornarmos ao ponto de partida: o pórtico do festival. Os percursos foram diferentes de um dia para o outro para abranger o máximo de temáticas possíveis de fotografar na Figueira da Foz e dar largas à criatividade dos que ali se juntaram. Cada uma das pessoas que compareceu foi essencial ao sucesso destes passeios, onde a diversão esteve sempre patente. Tive mais uma vez a sensação única de que estes encontros/passeios dos instagramers quebram barreiras de distanciamento e timidez de uma forma tão natural, que em prol de uma fotografia divertida se unem e partilham como se de “velhos amigos” se tratassem. Para além dos devidos agradecimentos a quem apoiou e lançou a ideia destes passeios, os participantes foram sem dúvida a alma desta atividade, partilhando de um espírito de grupo e convívio incríveis. Podem encontrar as fotos tiradas durante esta actividade no hashtag a ela dedicada: #dimfusing – aqui vão encontrar desde as belas fachadas da Figueira da Foz, com muita cor e streetart, paisagens com mar e pessoas, fotos produzidas em grupo e individuais; a fotos do próprio festival a decorrer.

“A paixão é o mote para as conversas deste ano na Garagem das Artes” afirma a Lara na apresentação das mesmas. No segundo dia do cartaz das artes o meu nome, ou uma outra identidade assumida (“Anita dos 7 Ofícios”) fez parte da programação. Ao final da tarde, depois do primeiro passeio de instagramers, na Garagem das Artes, falei perante um grupo de pessoas curiosas sobre isto de ter “7 ofícios”, ou paixões, e o que eu faço com os mesmos. Uns sentados mais próximos outros mais recatados, ficaram a ouvir e a interagir até ao fim. Foi muito bom poder partilhar ideias, conceitos e experiências, sentir a afinidade no diálogo que se foi formando inicialmente tímido, depois um pouco mais à vontade com quem inicialmente somente estava a ouvir. Foi a primeira vez que falei dos meus projetos para o público sem ter do meu lado mais pessoas que fazem todo o sentido na minha caminhada - foi assim que iniciei esta conversa, porque como já aqui referi as pessoas são tudo e eu tenho sido “abençoada” com muitas que se têm cruzado comigo e enriquecido as minhas experiências pessoais e profissionais.

fotografias por Sérgio Nunes


Depois de conversar com estas pessoas incríveis e demostrado algum do meu trabalho pelas várias plataformas online, pude ver e fotografar alguns concertos do cartaz e explorar um pouco o recinto – a arte ao vivo e as restantes intervenções e áreas.

Deixo aqui algumas fotos, que são acima de tudo uma grande recordação destes dois dias extraordinários.

entrada da Garagem das Artes: Colectivo de Rua | Tamara Alves | André Fernandes Trindade- WIP

Capitão Neto e Gemeniano Cruz a dar os últimos retoques nas customizações de pranchas 











Instalações do Panda do Transe | estúpidos na praia 

Posca Experience com Uivo

exposição de fotografia do foto-jornalista Miguel Oliveira | também teve uma conversa e workshop em cartaz

Tamara Alves

WIP -SADDO

WIP - Pantónio

Instalações do Panda do Transe | estúpidos

praia do Fusing

WIP - SADDO 

Instalações do Panda do Transe | estúpidos + Exposição de fotografia de Miguel Oliveira

Gemeniano Cruz - WIP

Cícero

Cícero - from the stage 

Capitão Fausto 

Capitão Fausto - from the stage


WIP - André Fernandes Trindade

alguns convidados da Garagem das Artes

Posca Experience com Uivo
The Legendary Tigerman checksound

The Legendary Tigerman checksound

Sequin - Ana Miró | checksound

Sequin - checksound

Paus - checksound

Dead Combo

Sequin - Ana Miró 

Sequin - Ana Miró 

Pantónio 
Mais uma vez muito obrigada por esta oportunidade, especialmente à equipa da Garagem das Artes que foram incansáveis durante todo o processo: “Correr por gosto cansa, mas a recompensa é demasiado boa para deixar de correr” - como eu costumo dizer. Foi um prazer muito grande poder estar com tantos artistas fantásticos, conviver e conversar sobre vários temas e trocar ideias, e receberam-me todos tão bem…estas coisas não se esquecem.

 "Foi possante" :)  uma oportunidade única.

E foi onde o meu coração ficou suspenso por um tempo…ainda o estou a tentar recuperar.
Obrigada.

final do concerto de Paus



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