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MARÇO, O AGRIDOCE.

fotografia por Martí Rafel Fontanals

Quando escrevi sobre o mês de fevereiro terminei a afirmar que “tenho vivido março como réplica do tsunami que foi o fevereiro, e apesar de bem mais calmo a nível profissional, aborrecimento é coisa que parece não querer assentar na minha vida.”. E foi isso mesmo.

Marcado, a nível profissional, pela edição de fotos das últimas sessões de fevereiro, em especial uma que precisou de um acompanhamento mais detalhado, pois visa o lançamento de um artista luso-brasileiro que espero em breve poder divulgar; e a edição de algumas fotos dos Açores para JoséCarvalho. Dias 12 a 16 estive também a fotografar este artista, na FIL no âmbito da BTL- Bolsa de Turismo de Lisboa, no stand representativo dos Hotéis Bensaúde dos Açores, a pintar ao vivo uma tela inspirado na experiência que registei fotograficamente em fevereiro no Hotel Terra Nostra nas Furnas da Ilha de São Miguel – que ainda terá um post mais detalhado na minha rubrica “Ao Quilómetro tal…” brevemente (espero eu!).

Voltei às entrevistas, apesar de agora mais espaçado temporalmente por motivos de força maior. Comecei por fotografar e entrevistar a minha “primeira vítima” para o Jornal Pedal (que em breve divulgarei), entrevistei os fundadores do mesmo para saber e dar a conhecer mais sobre este projeto do qual agora faço parte, e mais para o final do mês entrevistei o artista que vinha a acompanhar desde janeiro, e que, na altura, era também o meu namorado.

E com isto a minha vida pessoal também deu a sua reviravolta e março foi sem dúvida um mês emocional, com a consequência de voltar a fumar. E não leiam isto como uma desculpa, é a verdade, tanto que agora estou a conseguir reduzir no vício e esperemos que o consiga deixar de vez, não querendo no entanto criar grandes expectativas.

Reatar uma relação tem os seus riscos. Eu decidi tomá-los para não cair no marasmo do “e se” constante e obtive as minhas respostas.  As ligações entre pessoas são assim mesmo, às vezes acertamos, outras vezes erramos para aprender. No entanto fica uma história bonita para contar um dia mais tarde. Permanece também dessa história uma entrevista a uma pessoa que dá tudo o que tem e o que é por aquilo que acredita - um ótimo artista (e isso não mudou) – gravada no dia do seu aniversário num sítio especial, e que será o próximo “À Conversa com…”.

Revi amigos que já fizeram parte do meu dia-a-dia e que agora me fazem falta todos os dias. A Tânia, de quem já falei aqui, é uma dessas pessoas. Uma fantástica fotógrafa que se mudou para Luanda e se internacionalizou como uma das fotógrafas oficiais das Suicide Girls. 
Festejei também o aniversário de dois amigos fantásticos, um dos casais mais animados de sempre, que tem acompanhado a minha estadia por Lisboa e as “façanhas desta bida”!

E fui terminar o mês a Paris. Fui a trabalho (mais um!), mas desta vez internamente paralelo ao meu semanal “9 às 18”. Trabalho numa empresa internacional, e represento a mesma no comité europeu do grupo. No último ano, Paris e Bruxelas têm sido destinos sempre de trabalho: o dia todo em reuniões e a falar todas as línguas menos a minha, o que normalmente equivale chegar ao hotel cansada e a pensar somente em dormir. Desta vez contrariei o cansaço e permiti-me a algum passeio, não muito extenso nem nada exuberante (até porque já vivi em Paris), mas fui! Revisitei a Torre Eiffel e Notre Dame, fui a uma exposição de banda desenhada, comi um crepe salgado pelas ruas parisienses e fui para o hotel para lá de cansada, mas com o espírito saciado. Esta cidade diz-me muito.  

Voltar a Lisboa é sempre um misto de cansaço acumulado e antecipado por saber que muito trabalho me espera, mas também de saudades que trago da minha companhia do dia-a-dia: a Tuka. Quando a deixo eu sei que fica bem, que fica com quem a trata bem e gosta muito dela, mas fica sempre aquele apertozinho no peito que só se desfaz quando a vou buscar e vejo a alegria dela em me ver.


Este mês foi assim e desta vez não queria terminar sem agradecer a estes meus amigos que com o tempo se têm tornado família e, como família que são, têm estado presentes sempre que possível. Sou uma sortuda em vos ter por perto! Obrigada J


6 comentários:

  1. Foi um mês em cheio. Mal respiraste de sossego mas que vale sempre a pena, pois olhamos para trás e vemos que afinal não estivemos parados, fizemos muita coisa e acabámos por encher a nossa caixinha das recordações com mais pequenos momentos. Sempre que uma nuvem negra se aproximar lembra-te disso e que estás sempre primeiro, tu és a melhor companhia que podes ter, se não te aturares a ti mesma que é que vai? (eeeeemmmhh, ok, obviamente que vou ser eu né?!)
    E prepara-te porque vem aí outro mês para andar na correria, no bom sentido claro, e vai-me aturar nos próximos 2 :D

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    1. E qual é o mês que não ando na correria ou que não passe a correr? Voltamos ao assunto do tempo ;) lol
      Sabes bem que eu gosto de estar comigo mesma, já lá vão quase 29 anos de treino ;), mas gosto de saber que sempre que não gostar estás lá tu… mesmo que a milhares de quilómetros de distância de mim lol
      Beijocas e está quase :P

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  2. Gostei muito :D
    http://aruivablog.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigada querida! Espero ir tendo a tua atenção por aí
      beijinhos

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