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Uma Aventura, Uma Viagem!



Marquei a data sem saber quais seriam as condições meteorológicas, a verdade é que eu queria que fosse algo inesperado, e convidei o João Almeida para me acompanhar e fotografar, para assim poder partilhar visualmente com vocês toda a esta experiência. O dia presenteou-nos com um sol brilhante, apesar das temperaturas amenas de Inverno, estava um belo dia para se ser turista na cidade que habitamos. Dirigimo-nos às Docas e detetamos o local pela visualização do veículo… já imaginam em que aventura íamos nós embarcar?



João Almeida Photography 





Se pensaram no Hippotrip acertaram em cheio!
Fomos recebidos por David Ferreira, responsável de operações e neste projecto desde os seus primórdios. Em conversa conta-nos que foi Frank Alvarez – sócio gerente – que teve a ideia de levar o turismo anfíbio para Lisboa, devido às condições reconhecidas de bom clima, boa luz, frente ribeirinha e toda a história que bela zona antiga acarreta. Este conceito não é inovador a nível mundial, no entanto é um conceito não muito explorado e inovador em Portugal. E foi esta mesma razão que me levou a partilhar, com quem me lê, tudo sobre o mesmo.


Apesar de ter entrado em funcionamento a Maio de 2013, a “epopeia”, como David lhe chama, já dura há 5 anos, pois para terem este projecto em funcionamento precisaram de várias homologações e mais de 100 licenças. Com chassis da Mercedes e casco fabricado nos Estados Unidos, foram precisos 53 meses para terem a Lola em funcionamento dentro de todos os parâmetros legais. Sim, porque Hippotrip é o nome do projeto, mas a verdade é que viajamos numa menina: a Lola. “Ela” é o veiculo de turismo anfíbio número 55 no mundo, e em armazém, adianta-nos o David, está já em homologação o mais novo, número 61, o Chico.

A viagem, de circuito fechado, tem 90m de duração – 55m em terra e o restante em água – começa em Alcântara, atravessa a cidade até entrar em água, através de um acesso exclusivo, em Belém e sai em Algés para voltar a Alcântara.



Mas a Lola não é a única estrela desta viagem, toda a equipa deste projeto é excepcional, e fazem esta viagem valer ainda mais a pena. Quem nos dirigiu foi o Pedro, que para poder conduzir esta beleza anfíbia precisou de 5 licenças diferentes, e quem nos foi contando mais sobre a bela Lisboa e a animar toda a viagem foi a Vera. Esta não é uma viagem turística qualquer pela cidade, a Vera, na sua voz radiofónica e animada, conta-nos histórias e lendas sobre a cidade, e com uma naturalidade envolvente consegue criar um ambiente mais intimista, tratando as pessoas pelos nomes e fazendo perguntas directamente se preciso. A constante animação durante a viagem é contagiante, e não é nada surpreendente ouvir pessoas a reagir mesmo do lado de fora: Hippo Hippo Hurra!




Sabiam que entre Santos e o Cais do Sodré os trabalhos para a construção da nova sede da EDP tiveram de parar, pois durante as escavações encontraram uma caravela e uma nau? Ou que os pombos não pousam na estátua da Praça do Comércio, porque pensam que as cobras esculpidas são verdadeiras? Ou que o primeiro elevador em Portugal ainda existe no edifício onde agora está a loja da Prada na Av. Da Liberdade, e que na base do Marquês do Pombal temos uma personificação de uma crítica aos tribunais onde a “Justiça fica à porta”? Ou que a ponte de passagem em Alcântara para as docas foi provisoriamente construída há 40 anos atrás, e que 26 é o número do recorde de pastéis de nata comidos de seguida? Estas e tantas outras curiosidades, mitos urbanos e histórias que a Vera nos foi presenteando e arrancando gargalhadas pela forma enfática com que as conta.

Para mim esta viagem foi muito especial, com momentos de algazarra e alarido, mas também de introspecção e absorção. Fiquei com a sincera sensação que esta viagem não é só para turistas, mas sim uma forma diferente de também os habitantes desfrutarem da sua própria cidade. Parar as nossas vidas e vivermos esta cidade de luz com a devida calma e curiosidade. Se a viagem em terra é estimulante por todas as histórias e interacção, quando entramos em água absorve-nos a calma e a beleza daquela outra perspectiva da cidade.

Com capacidade para 37 pessoas, o tipo de público que têm tido é bastante variado, desde empresas, despedidas de solteiro, e até pedidos de casamento, a escolas, individuais e famílias. O conteúdo da viagem é sempre adaptado aos passageiros e diversão a bordo é garantida.
Com a chegada do Chico querem reforçar o número de vezes que saem para percurso e, mais tarde, fazer outras rotas e até estender a outras cidades.

Espero que as fotografias do João vos transmitam o melhor desta viagem e que vos motive a ir, porque sem dúvida vale cada cêntimo e momento passado nesta bela companhia! Hippo Hippo Hurra!

Obrigada ao David Ferreira, à Catarina Tomé, à Vera e ao Pedro pela receção,  ao João pelas fotos e pela companhia, e a todos que estiveram a bordo desta viagem pelo apoio ao blog Mulher dos 7 Ofícios.



2 comentários:

  1. Gostei muito de ler mais sobre este projecto e essas curiosidades são bastante engraçadas. Apesar de viver em Lisboa ainda não conheço esse meio de transporte fantástico, tenho que tratar disso! ;) *

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    1. Obrigada Ju… acredita que bem merece que trates disso :) é divertido e ficas a conhecer ainda mais desta cidade linda onde vivemos :) a ver se tratamos de tomar um chá nós as duas também um dia destes. beijinhos***

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