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"À Conversa com…" Raquel Caldevilla


especial PORTO

Há muitos anos que desejava rever a cidade do Porto e, depois de tantos revés, a altura mais indicada finalmente surgiu.  Algo me dizia que esta não seria uma viagem vulgar, mais uma vez seguia sozinha, mas ao encontro de pessoas que eu sabia que trariam um novo twist  à minha vida. Quando chegamos ao Breyner 85’, entre Somersby, olho para ela e digo: “temos de ter uma “conversa informal” nós as duas!”. Tivemos pouco tempo para nos conhecermos, foi tudo repentino, mas cheio de boa vontade e disposição, e a empatia, creio poder dizer, foi natural e quase imediata de ambas as partes. Trago-vos mais um especial PORTO, mais uma pessoa especial de entre um grupo de tantos com esta mesma característica. 

Hoje escrevo-vos sobre a Raquel Caldevilla.


Escrever sobre a Raquel, mesmo que baseada numa conversa que tivemos e que mais abaixo convosco partilho, acarreta alguma responsabilidade. Enquanto a conversa/áudio é das mais fluidas que até agora aconteceu, depois de ter continuado a conviver com ela e de ela já ter escrito sobre mim, o distanciamento parece-me pouco provável.
Mas comecemos pelo principio.  Eu “cruzei-me” com a Raquel pela blogosfera, através do WeBlog You mais propriamente. Toda a imagem e a escrita em si me cativou e como instinto natural por ali fiquei.A Raquel é psicóloga de formação. Entre muitas dúvidas e outras valências, este é o ramo, digamos, base do seu percurso. A psicologia no entanto é uma área tão vasta, que quando se tem outras valências a tendência é perder-se em diversas tentativas até chegar ao sucesso.  Formou-se também em Teatro Social e nunca perdeu a vontade imensa de cantar, algo que já desde os 15 anos fazia a título mais profissional. Com o estágio começa a aperceber-se que na verdade, a vontade era trabalhar no âmbito da Psicologia Educacional Comunitária, e é numa longa viagem, entre Tailândia, Vietnam, Camboja e Laos, que decide seguir do Porto para Lisboa à procura de novas oportunidades. Perante “portas fechadas” decide fazer uma pós-graduação em Técnicas e Metodologias Ativas Expressivas, num esforço de conjugar ambições e definir-se no seu percurso profissional.
Regressa ao Porto com pouco definido e decide então ceder  ao trabalho clínico, em psicologia clínica, mas também educacional, com crianças e os seus respetivos pais, e inicia trabalho de voluntariado em várias instituições, usando as terapias expressivas como metodologia.
Passados dois anos de conhecer o seu atual marido,  o seu caminho profissional começa a ceder, e quando casam e a Raquel fica desempregada, volta a ficar pendente. Foi então que surgiu a primeira edição We Blog You em que ela participou e, com a ajuda do Fred Gomes e Raquel Graça, reconhece novas potencialidades e começa a desenvolver a capacidade de encaixe entre a psicologia e a criatividade que afinal lhe era tão inerente. A pergunta era: como? 
O próximo passo foi geneticamente incontornável, ou não tivesse sido o seu avô um reconhecido poeta, escritor e fadista – criou o seu blog e apostou na auto promoção através da escrita, que naturalmente surge enaltecida por quem a lia. A escolha do nome para se promover, a rubrica “Terapias Expressivas” para promover o seu trabalho/o seu conhecimento, e os “Remédios Caseiros”, onde não só promove os seus amigos como também, e aliada à rubrica da música, demonstra uma vertente mais intimista de si mesma.
A Raquel hoje em dia tem os seus objetivos bem definidos e como ela própria afirma, não quer muito, mas sabe o que quer, e eu adiciono: sabe lutar por isso! Rodeada de pessoas/amigos talentosos, surge o impulso necessário para participar nos Jovens Criadores com um conto não infantil, e apesar das dúvidas, valeu o “obrigar a sentar na cadeira” do marido que a pôs a escrever, num conto que mistura o fictício com o verídico, a história da sua bisavó. Este acabou por não ser o vencedor do concurso, mas foi o vencedor das palavras mais importantes que ela poderia ter ouvido. 
 (podem ler o conto por partes aqui: I , II , III , IV e V) 
Mas quem conta um conto, conta 12! (linda coincidência com o número desta conversa) E se o concurso seria uma boa conquista, o projeto que a Raquel abraçou logo a seguir com ilustração da Mariana a Miserável, com imagem/design de Fred Gomes e a parceria com o Beija-Flor, foi mais além ao “editar-se" num livro que compila 12 contos não infantis e que levam a cada leitor um pouco do que sempre se quis dizer, mas nunca se disse, um pouco da vida de muitos relatado entre o fictício e o verídico.  Uma amálgama de sentimentos e uma mescla da Raquel e o seu mundo que, com certeza, originará uma edição deliciosa que espero vir a ter fisicamente na minha prateleira. E por isso, e por serem doze histórias “de todos nós” como comunidade, faz todo o sentido ser apoiado essencialmente pela comunidade através de crowdfunding: um projeto que vos convido a conhecer e, se puderem, a ajudar, nem que seja na divulgação!



É mais um passo no caminho da Raquel, que espero ser cheio de sucesso e reconhecimento. 
Obrigada Raquel, por esta conversa fantástica e, pelo teu sorriso e boa disposição tão contagiosa!





13 comentários:

  1. Estou sem palavras para tanto carinho, Ana. Só me surge uma e a mais sentida: OBRIGADA! <3

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    1. não digo mais que a verdade, não precisas de me agradecer minha querida, só queria fazer juz à grande mulher que és!
      Espero ter conseguido <3
      beijinhos!

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    2. Conseguiste pôr-me com a lágrima no olho e uma eterna dívida pelo carinho... isso sim! Obrigada*

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    3. gosto de muito de si, tá? Nada de dívidas…entre nós nunca, jamais! Foi um prazer* <3

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  2. Pelas tuas palavras a Raquel parece ser uma pessoa interessante. Apenas a conheço pelo seu blog e é mais uma escritora talentosa e com certeza uma excelente psicóloga, já que por vezes consigo me identificar com alguns artigos que ela escreve.
    Mais uma vez é de elogiar a capacidade que tu tens de mostrar e dar a conhecer pessoas interessantes através da forma como as "analisas" e as descreves. :)

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    1. Mesmo mesmo, Sofia! Ela mostrou-me muito mais do que eu imaginava*

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    2. Sofia, a Raquel merece mesmo todo o carinho que as pessoas lhe possam dar, nem que seja pelo ato singelo de a ler. É uma excelente escritora e, com a ajuda de todos, vamos poder ter um livro físico para a "podermos ler" as vezes que quisermos! beijinhos miga <3

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  3. Adoro o blog da Raquel, ela parece ter uma personalidade espectacular e ser uma pessoa super simpática, sempre com um sorriso na cara. adorei as palavras :)

    ♥ http://weareloveaddicts.blogspot.pt

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    1. Obrigada Joana, com a Raquel fico sempre com a sensação que as minhas palavras ficam aquém do todo que ela é, mas as que aqui escrevi foram com toda a sinceridade ^_^ beijinhos

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  4. Gostei imenso :) "conheço" a Raquel há pouco tempo, mas estou a adorar..parece ser uma mulher com M grande e uma artista cheia de talento :). Já agora quem era o avô da Raquel? :)*

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    1. Obrigada Ju :) Fico contente que tenha conseguido transmitir assim a energia da Raquel!
      A pergunta sobre quem era o avô da Raquel vou deixar para ela responder ;)
      beijinhos

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    2. Olá querida Ju! O meu avô chamava-se Renato de Caldevilla e era um dos Lello reconhecidos, um dos que mais me orgulho! beijinhos*

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