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a arte de dobrar papel


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“Há dias que me perco. Que vagueio nas intermináveis linhas do ser, que aprendi a viver e tomei como minhas.
Questiono tudo. E quanto mais penso que estou certa, menos certezas acumulo.
Tenho a sensação que a areia em água se transforma, esvai-se das minhas mãos... e eu permaneço aqui, sem reação.
Às vezes apetece-me perder tudo. Esquecer o que conquistei, começar tudo de novo. Afinal o que sou eu? No meio de um tanto, sou tão pouco!"

Sonhadora enquanto possível, vive, o que outros acharam um dia impossível, na reza de um terço. Um terço de ser, de viver, do que lhe foi roubado. Tem dias que se perde e, com um propósito, perde tudo. Então ficam só ela e os sonhos. Um espaço vazio, agora cheio.

Porque, às vezes, a realidade é dura demais.
Porque, às vezes, meter as mãos nos bolsos e olhar para o chão é necessário para, a assobiar, continuar o caminho.

“Porque enquanto tiver os meus sonhos, poderei guardar com segurança quem já um dia fui por completo. Tu!...Eu!
 Porque o meu dom, na verdade, é manter-te exclusivamente dentro de mim, intacta!”





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