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About Me & My Work

ABOUT ME


“Quem é a Ana? Como é que te caracterizas?” 
“Que tipo de pessoa achas ser? Se te pudesses definir numa palavra qual seria?”
“Já que viajas tanto de autocarro, aprecias a viagem? Ou ouves a tua música e esqueces o mundo?”
“Daquilo que mostras, és uma pessoa com muita garra... Deve-se a algo teu? Ou foi-te imposto?” 
“Qual o teu hobby preferido e o teu maior segredo?” 
Sofia Peixe; Gonçalo Ribeiro; Tiago Vicente

Considero-me uma pessoa sensível, simples e observadora. Normalmente, gosto de atribuir uma banda sonora ao que os meus olhos vivenciam. O meu mundo só tem conteúdo significativo porque gosto de saborear, com cada sentido previamente selecionado, o que me envolve. Manipular os meus sentidos para experienciar as mesmas coisas de diferentes formas. É um exercício ótimo para me conhecer melhor e também a sociedade e o mundo em que estou inserida. Acho que aprendi a ter garra pela vida. No entanto, penso que, se não me fosse inerente, seria tudo demasiado mecânico e eu simplesmente deixo fluir. Aprecio a vida porque interiorizei que se me deram esta oportunidade é porque algo existe em mim para dar ao “mundo”, e algo terei para receber do mundo. Posso levar uma vida inteira a descobrir o que é, e morrer sem o saber, mas sei que só o facto de viver já fez e ainda fará diferença em algo ou em alguém. Por isso, acho que nunca nos devemos esquecer do "poder" que temos, tanto nas nossas vidas, como nas dos outros. “Detenho em mim a quase certeza” de que não é preciso sermos muito de alguma coisa, pois na verdade o que somos é sempre suficiente para algo ou alguém. Eu procuro o autoconhecimento, não para ser muito, mas para ser mais de mim mesma, somente porque quero que a minha “marca” adquira o sentido certo. Sou só mais uma sobrevivente.
Acho que o meu maior hobby, na verdade, se traduz em tentar descobrir qual é o meu "dom". Como me apresento neste blog, já me chamaram muitas vezes de “mulher dos 7 ofícios” e sempre achei um exagero, pelo simples facto de que eu não faço mais do que explorar as minhas capacidades, desafiando-as. Aprecio o ”tourear” da vida para, no final de contas, descobrir mais de mim mesma. Por isso desenho, canto, escrevo, fotografo e aventuro-me ao que desconheço, porque qual a melhor maneira de aprender senão pela prática? Mas tudo tem um revés da medalha, não é? Quando se gosta de muita coisa, a tendência é perdermo-nos num marasmo de indecisões. Temos de aprender a conviver com a multiplicidade de práticas e teorias que nos interessam e coordenar a nossa vida; ou então ficaremos sempre retidos nesse sem fim de opções. O meu maior segredo ou truque é não me deixar absorver pelo tédio da rotina, mantendo-me ligada à minha criança interior e “usando-a” em prol de viver uma vida “adulta” equilibrada: Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!

About My Work

“Quando é que te começaste a interessar por fotografia?” 
“De onde surgiu o teu interesse pela música/fotografia?” 
“Quando é que surgiu o interesse por moda no meio da aventura pela fotografia?” 
“O que é que te faz acalmar naqueles dias em que só te apetece mergulhar em 100 projectos ao mesmo tempo?” 
“Quais os teus objectivos com fotógrafa, bloguer, 'mulher de 7 ofícios'?”  
“O que te chama a atenção nas pessoas? O que é que mais gostas de fotografar?” 
“No que te inspiras na tua escrita e fotografia?” 
 Sofia Peixe; Gonçalo Ribeiro; Filipa Amaral; Sara Mousaco Curado

A música e a fotografia, para além da escrita, são as áreas que mais se vincaram na minha vida e onde sempre investi mais de mim. Trazem-me satisfação e realização pessoal. Eu sempre fui uma entusiasta das artes e o processo para me iniciar nestas foi natural e instintivo. Já fotografo há mais de 8 anos, e escrevo e canto desde que me lembro! A moda vem inerente à procura constante de um sentido estético para as coisas. Sempre procurei o belo. Está tudo interligado. No secundário, já desenhava croquis e ainda hoje guardo no armário duas coleções completas de um sonho arrumado. Depois, trabalhei na Massimo Dutti, onde o profissionalismo e o bom gosto têm de ser a solução mais rápida e assertiva às necessidades da cliente. A moda no sentido específico fotográfico vem pelo meu intuito de testar outras áreas da fotografia. Precisava de explorar as várias temáticas da área para saber o que realmente apelava aos meus sentidos. Para encontrar a minha identidade dentro da fotografia. Acabei por me aperceber de que o que eu realmente aprecio é a valorização humana do resultado. Por isso, o que mais me apela ao olhar são as pessoas vulgo “normais”, quanto menor a experiência melhor o desafio. Daí, eu não ter qualquer aspiração demasiado ambiciosa nas áreas em que tenho desenvolvido as minhas apetências. Estou satisfeita só por ser capaz de “fazer”. Acho que a vida se encarrega de nos ensinar que há tempo e lugar para tudo. Costumo dizer que a vida é um puzzle e as pessoas relógios. Há um tempo em que as coisas se encaixam e há que saber aproveitar os diferentes compassos. Aproveitar as oportunidades é bom, sim senhor, mas saber apreciar quando nos põem um travão é também essencial. Pensando nisto a inquietação passa e dá lugar ao sossego. A inspiração para escrever, tal como para fotografar, advém do meu gosto pela psicologia comportamental, pelo meu interesse na sociedade como seres interligados que se coíbem de certa maneira ao efeito ação/reação. Confesso que tenho uma certa visão filosófica sobre nós humanos, que consegue ser positiva e ajuda a não perder a esperança.
O ato de leitura é tão singelo que só o facto de alguém tirar um pouco do seu tempo para ler o que tenho a “dizer” é, por si só, mais do que lisonjeiro. Todos nós somos pequenos escritores das nossas vidas, eu vou escrevendo e partilhando baseando-me na minha e nas de quem me rodeia. No entanto, os meus textos têm sempre uma quota parte de fictício aliada a outra quota parte  verídica que, de certa forma, se confundem e levam o leitor a acreditar e a identificar-se. Só tenho como objetivo que a mensagem realmente passe: a consciencialização de nós próprios é um exercício essencial à nossa existência como sociedade.

Obrigada aos meus queridos colaboradores desta auto entrevista, que enviaram a sua curiosidade em forma de perguntas para me ajudar a escrever sobre quem eu sou e sobre o que gosto de fazer.
Obrigada de coração!

1 comentário:

  1. Há aqui coisas que me identifico assim à grande e outras das quais já partilhei a minha opinião, por isso deixo, algumas quotes do que gostei de ler
    'Acho que o meu maior hobby, na verdade, se traduz em tentar descobrir qual é o meu "dom".'
    'Por isso, acho que nunca nos devemos esquecer do "poder" que temos, tanto nas nossas vidas, como nas dos outros.'
    'Costumo dizer que a vida é um puzzle e as pessoas relógios.'

    Como já te tinha dito, obrigado por partilhares =)

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