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Uma Aventura, Uma Viagem!



Marquei a data sem saber quais seriam as condições meteorológicas, a verdade é que eu queria que fosse algo inesperado, e convidei o João Almeida para me acompanhar e fotografar, para assim poder partilhar visualmente com vocês toda a esta experiência. O dia presenteou-nos com um sol brilhante, apesar das temperaturas amenas de Inverno, estava um belo dia para se ser turista na cidade que habitamos. Dirigimo-nos às Docas e detetamos o local pela visualização do veículo… já imaginam em que aventura íamos nós embarcar?



João Almeida Photography 




"À Conversa com…" Raquel Caldevilla


especial PORTO

Há muitos anos que desejava rever a cidade do Porto e, depois de tantos revés, a altura mais indicada finalmente surgiu.  Algo me dizia que esta não seria uma viagem vulgar, mais uma vez seguia sozinha, mas ao encontro de pessoas que eu sabia que trariam um novo twist  à minha vida. Quando chegamos ao Breyner 85’, entre Somersby, olho para ela e digo: “temos de ter uma “conversa informal” nós as duas!”. Tivemos pouco tempo para nos conhecermos, foi tudo repentino, mas cheio de boa vontade e disposição, e a empatia, creio poder dizer, foi natural e quase imediata de ambas as partes. Trago-vos mais um especial PORTO, mais uma pessoa especial de entre um grupo de tantos com esta mesma característica. 

Hoje escrevo-vos sobre a Raquel Caldevilla.


"À Conversa com..." Manas Vinha Pretty Exquisite

especial 
PORTO

Estive no 444 da Rua da Boavista, no Porto, à conversa com mais duas pessoas maravilhosas. Já muito se disse e se escreveu sobre estas duas manas do Porto, e a verdade é que, é de prever que muito haja para escrever quando se trata de duas mulheres empreendedoras que decidiram seguir o caminho da criação do belo na vida delas e de todas as pessoas que com elas se cruzam, através de projetos como o Pretty Exquisite Image Consulting


Não é neste projeto que este “À Conversa com...” se centra, mas sim nas mulheres e restantes pessoas fantásticas e inspiradoras que, por trás deste projeto e de outros, se encontram! Escrevo-vos em primeira instância, de Diana e Marlene Vinha.



a arte de dobrar papel


ver

“Há dias que me perco. Que vagueio nas intermináveis linhas do ser, que aprendi a viver e tomei como minhas.
Questiono tudo. E quanto mais penso que estou certa, menos certezas acumulo.
Tenho a sensação que a areia em água se transforma, esvai-se das minhas mãos... e eu permaneço aqui, sem reação.
Às vezes apetece-me perder tudo. Esquecer o que conquistei, começar tudo de novo. Afinal o que sou eu? No meio de um tanto, sou tão pouco!"

Sonhadora enquanto possível, vive, o que outros acharam um dia impossível, na reza de um terço. Um terço de ser, de viver, do que lhe foi roubado. Tem dias que se perde e, com um propósito, perde tudo. Então ficam só ela e os sonhos. Um espaço vazio, agora cheio.

Porque, às vezes, a realidade é dura demais.
Porque, às vezes, meter as mãos nos bolsos e olhar para o chão é necessário para, a assobiar, continuar o caminho.

“Porque enquanto tiver os meus sonhos, poderei guardar com segurança quem já um dia fui por completo. Tu!...Eu!
 Porque o meu dom, na verdade, é manter-te exclusivamente dentro de mim, intacta!”





"À Conversa com..." Lucky Lupe


fotografia & Gif por Ana Morais

Desde que vivo em Lisboa a minha vida tem vindo a elaborar-se a cada dia que passa. Sim, "estar mais elaborada" é a melhor expressão para definir a evolução da mesma, tanto a nível profissional, como a nível pessoal. O círculo de amigos é cada vez maior e mais variado: pessoas de variados feitios e feitos. 


Esta conversa já data de Maio, ainda antes da exposição coletiva – em que levamos esta rubrica para fora dos monitores dos nossos computadores e para dentro das quatro paredes da Livraria Ler Devagar no LX Factory em Alcântara. 


Em conversa foi-me dado a conhecer este projeto musical, e em conversa vos apresento agora os Lucky Lupe: um desafio de “pintores sonoros” para apreciadores de “arte sonora”.

nada do que digas...


fotografia e edição por Ana Morais (eu)

E quando fechamos a porta com toda a força, às vezes, torna-se demasiado complicado voltar a abrir. Perdemos o tanto da força a fechá-la e, com ela, a coragem de a renovar para voltar a tentar. Perdemos a oportunidade e viramos as costas com a triste certeza de já não nos conseguirmos expressar da melhor forma.

tu! amor da minha vida





"...e depois acontece aquele inesperado momento, sente-se a respiração demasiado próxima e não se consegue proferir nem mais uma palavra. Sentem-se lábios em terra inóspita. Terra esta que reage em passada larga rua abaixo. Esqueci-me do que estava a falar..."

Capitão Coração!



foto por João Almeida | modelo e design Ana Morais


Por momentos esqueci-me. Esqueci que cada letra é uma extensão de mim. Esqueci o que é escrever sobre “o mais”. Por momentos esqueci-me de escrever!
Não é fácil escrever sobre mim - fico sujeita à minha própria narrativa que, tal como eu, se expõe assim à interpretação alheia tão inconstante. Mas hoje, sem medos, me escrevo.

"À Conversa com..." Amelia Antunes de Amélie au Théâtre


Desta vez, a pedido da minha convidada, não vamos ter áudio, mas ainda assim não podia deixar  de ter esta conversa e partilhar mais sobre mais uma pessoa excepcional que tive o prazer de conhecer. Estou no Príncipe Real, em Lisboa, numa loja que excede as expectativas  : Amélie au Théâtre. Esta loja é o pequeno mundo de Amélia Antunes, que herda como nome uma feliz e evidente coincidência entre o seu nome próprio e a Amélie Poulain (Audrey Tautou).


fotografias por João Almeida

O Bom Gosto não se Ensina...



fotografia por mim, Ana Morais :)

Já lá vai um mês desde que aconteceu e a minha demora em escrever sobre o mesmo tem a sua razão de ser. Foi há um mês que fiz as malas e matei saudades de viajar de comboio até a Invicta. Durante um fim-de-semana, para além de matar saudades de um amigo de longa data e de uma cidade que já não visitava há algum tempo, trabalhei durante dois dias com pessoas fantásticas.

"À Conversa com..." Miguel Esteves Pinto


fotografia por Miguel Esteves Pinto  da Galeria Mulheres de Alfama

Este meu cantinho tem cada vez mais deixado de ser só meu, mas de todos que me leem e de quem dele participa, nestas conversas e nos eventos que agora começam a surgir, e até mesmo na própria estrutura. Por isso fazia todo o sentido colocar “no pódio” os que quem têm ajudado a melhorar em qualidade do que por aqui se escreve.

"Ao Quilómetro tal..." Londres, Março 2013.



fotografias Ana Morais e Rui Morais (nas que eu apareço lol)
No aeroporto de Lisboa, olhei para o placar e para o relógio, cheguei com tempo. Caricato, estando ainda em Portugal, todos me falavam em inglês, “Deve ser do cabelo”, pensei. Tabaco, jantar, tomar café, ver a Fanny com o “bofe” novo e a Cátia (Casa dos Segredos), e esperar. Na sala de espera, as pessoas comportam-se como as estranhas que são. Não se abordam, não se entreolham, não sorriem. Incrivelmente, quando entramos no avião tudo muda.

Bem-vinda Primavera!


fotografias e edição por Ana Morais

Finalmente chegou a Primavera, e a forma de a celebrar foi ir ao Mercado da Ribeira, aproveitar o sol do sábado de manhã. Nunca lá tinha ido à hora em que tudo acontece, e o ambiente é cativante!

Exposição Coletiva na Livraria Ler Devagar


Estou muito feliz por vos poder finalmente anunciar o primeiro evento deste blog.
Marquem na vossa agenda - 19 de Maio, faço questão da vossa presença!




Nova Rubrica "Ao Quilómetro Tal..."


Histórias ao quilómetro tal... pela Mulher dos 7 Ofícios


Esta nova rubrica “Ao Quilómetro tal...” surge como teste às minhas memórias de viajante. 

O Velho Hábito



Um texto antigo, que se ergue exacerbado e convencido de sensatez. Não é claro, não é ténue. Rebuscado como o espírito que o delineou. É um hábito que morreu de velhice. 

"À Conversa com..." Os Armada de Lisboa

O blog “A Mulher dos 7 Ofícios” reflete apetências para ofícios em todas as áreas artísticas.  A música é um elemento que tem estado sempre presente, tanto na minha vida como no blog, em textos ou em acompanhamento aos  mesmos. Por isso, tendo tido conhecimento de um projeto que me chamou a atenção pela qualidade e exponencial sucesso propus-me à conversa com os A ARMADA.



A ARMADA DE LISBOA
audio aqui

No domingo passado, a convite dos membros do projeto, fui até aos estúdios Nirvana à box de ensaios d’ A Armada para assistir a um dos seus ensaios e podermos reunir todos os elementos necessários à nossa conversa. 

O Blog no Facebook!


Agora já podem partilhar o blog com quem mais gostam! 
Give me some love here

“Como está o tempo por aí?"




Um dia contei-vos que me falaram de alguém. Hoje escrevo-vos eu sobre vários de quem vos quero “falar”.

"Oh Olhos Lindos!"





E no meio da soberba sensação de uma completa saturação...  ela quebrou! Como um vaso que, com o tempo, abre várias brechas e, quando regado, não absorve tudo com a satisfação que era suposto e deixa alagar o seu exterior com a água que deveria saciar.  A terra enlameada arrastada pela água que brota pelas fendas, a tristeza da planta que se viu privada de mais uma gota do elemento que lhe traz vida. Chorar não é vergonha, Oh Olhos Lindos! Sai um pouco da sujidade que sem querer retemos em nós mesmos, que nos limita e nos afeta sem darmos por isso, até que se torna numa carga demasiado pesada. Às vezes só precisamos de aliviar a carga para continuarmos a caminhar depois mais leves.  
Não te entristeças, não te acanhes, nem escondas a tua face. Não te envolvas outra vez na carapaça para ninguém te ver. Eu vejo-te! Eu sei que são feridas que abrem, mas tal como um arranhão que a criança fez no joelho precisa de água fresca para limpar, também as tuas feridas às vezes precisam das tuas lágrimas salgadas para sarar. Oh Olhos Lindos, que não te enxergas! Tanto espelho e nem reconheces o teu reflexo.  Olha para ti! Enxerga quem choras, mas olha quem chora. Vive em quem chora, não nas lágrimas que vertes. És tu mais tu quando te vês e finalmente sorris! Agora olha bem para ti. 




"She is a doer" por Pedro Rolo


Lembram-se do casal dos 7 ofícios que entrevistei ainda em Janeiro

Nessa conversa despedi-me do Pedro Rolo com um desafio:
criar uma ilustração para a Mulher dos 7 Ofícios!

Ele aceitou e este foi o brilhante resultado, 
obrigada Pedro!

Não se esqueçam: "show some love" ao Pedro  
Por Pedro Rolo

"O Aperaltado!"

foto por TiagoVicente do blog Contrário do Inverso


Já vos aconteceu haver dias em que parece que, independentemente do que vocês digam, parece que toda a gente entende outra coisa qualquer, e nunca o que vocês realmente dizem? A ponto de ficarem descrentes em relação ao que a capacidade interpretativa da outra pessoa terá conseguido desvendar sobre algo que vocês possam ter dito, e que, na verdade, nada tem a ver com o que eles entenderam? Eu tenho dias desses. São destes dias que me fazem chegar ao ponto de baixar os braços, tal é a frustração, que fico com a impressão que, se eu fosse um anime, uma gota enorme me apareceria na fronte!

Mas são dias desses que também me fazem pensar no quão poderosas podem ser as palavras.

O poder das palavras está sempre patente, porque nelas se espelha, se empenha, se renova o que há de mais profundo na condição humana. Muitas vezes não passam de alívio para quem as profere ou de música para os ouvidos de quem as escuta, mas, para mim, a verdade é que as palavras não passam disso mesmo: palavras!

Somos nós que lhes damos sentido e valor; seja a pronunciá-las, a escrevê-las, a lê-las ou a ouvi-las. Estão sempre sujeitas a interpretações. E, às vezes, as pessoas passam demasiado tempo a tentar interpretar em vez de ouvir e ler o que realmente está a ser dito/escrito. Existem também vários paradigmas sociais em relação à palavra como a superstição, a sedução ou a magia (influência significativa positiva e/ou negativa). Analisando estes paradigmas conjugando situações do dia-a-dia, por exemplo, há quem acredite que algo acontece porque se pronunciou isto ou aquilo, mas que com três batidas em objecto de madeira e a enunciação de certas expressões afastamos o perigo. Quando é necessário referir uma realidade menos agradável, ocultamos a mesma com perífrases de carácter eufemista, “aperaltando” o nosso discurso com aspeto sedutor, demostrando assim como as palavras são formas simbólicas de representação do mundo. A interpretação que damos ao que ouvimos deve-se ao nosso instinto de interligar o que ouvimos/lemos ao nosso conhecimento da vida. É a eterna questão de nos identificarmos com o assunto e procurarmos semelhança de pressupostos.
Palavras de um orador, sendo susceptíveis às suposições do ouvinte, tanto podem levar à ascensão de quem as pronuncia como à sua destruição. Podem até manipular massas, dependendo das condicionantes sociais e do teor discursivo.

Se pensássemos que a arte de comunicar deveria estar aliada à arte de ouvir e tentássemos expandir mais as nossas capacidades como bons ouvintes, saberíamos ser melhores comunicadores. Fazer as perguntas certas para obter as respostas mais coerentes. Isto também se aplica a mim, claro! Nestes dias em que sinto que não estou a ser compreendida, talvez esteja, na realidade, a ser má ouvinte e, consequentemente, não me estarei a expressar da maneira mais apropriada a quem me ouve. Será?

Confesso que, quando comecei a escrever este texto, não calculava o tempo que ia demorar a terminar. O paradoxo maior do tema levou-me em vários sentidos, alguns cíclicos e outros becos sem saída. Há vários outros temas ou problemáticas subjugadas, que me fizeram desviar do cerne do tema. As situações diárias de um explícito paradoxo entre o falar e o agir foram um deles. Mas este tema fica para um outro texto que surgirá brevemente :)



"Este não foi o Nosso Primeiro Encontro!"



A cidade natal é o local onde eu nasci e passei a minha infância. Onde trabalho e vivo é o local onde estou agora. Mas também já vivi, estudei e trabalhei aqui e ali. Falo deambulando alegremente sobre o assunto, o que me dá aquele ar aparente de espírito desligado. Sou interrompida com uma pergunta pertinente: “Sim, mas... onde é que sentes que pertences?” Fiquei perplexa com a prepotência e a complexidade da pergunta em conversa tão superficial e por mim desvalorizada. Para pergunta prepotente, resposta genérica e sem conteúdo: “Pertenço ao mundo!”. 
Mas, de mim para mim, “Onde é que eu pertenço?” – pensei, e deixei em suspenso.
Este não foi o “nosso primeiro encontro”. Juntou-se o suspenso ao suspenso. O raciocínio leva-me a pensar que estagnei nesta sensação permanente de “passagem” (permitam-me o contra-senso) temperada com intensidade e transitoriedade q.b. Pelo menos é fiel a esta linha de pensamento que tenho vivido.  Considero que a pertença não é apenas o ser parte de, mas sim ser parte ativa. Está relacionada a uma ideia de enraizamento, uma realidade estrutural que nos incumbe de identificar, estabilizar e assegurar a nossa personalidade. Mas, contrapondo, porque é que temos de pertencer a lado algum ou a coisa alguma para nos “personalizarmos”?
Cada um aceita-se e enquadra-se mais ou menos inconscientemente, conforme um sem número de contextos que nos foram impostos e que condicionam os nossos comportamentos sociais. Uma das tendências do individuo é a nítida persistência em resgatar elementos de origem, procurar o enquandramento em determinado grupo social mecanismos estes de procura de um sentido de pertença. Eu não sou exceção à regra, suponho.
Mas se nunca soube identificar o sítio onde pertenço, a razão poderá residir no facto de eu querer pertencer a mim própria, no sentido mais completo e lato que me for permitido. E quando eu falto a mim mesma, onde me refugio? Naqueles que me apoiam, nos que me amam incondicionalmente.
Por isso, respondendo a esta pergunta suspensa há tempo demais, eu acredito que pertenço a mim mesma e aos “meus”. Seja onde esse lugar for.

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