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.bubles and flashlights.

sinto a borbulhar, está a ferver em mim...vai arrebentar por aí um rol de projectos que já fazia falta, a ANA de felicidade aparente para os mais cobiçosos está de volta, senhoras e senhores,e apartir daí é só deixar vir ao de cima...deixa estourar...e depois é só trovoada com trovões e para alguns merecedores bolinhas de sabão e softness :) plim!

Jamie Cullum - If I Ruled The World

os sonhos são para serem sonhados, saboreados e motivados. não há saída, nem desistir para uma mente sonhadora, um espírito Win-Laik-Pya . a única solução é sonhar e lutar; lutar por um sabor a sal, num pedaço de mar, numa lágrima de suor; um sabor a sucesso, num encher o peito de ar, num respirar fundo ; um sabor de "eu sou dona do meu destino" - e não...sonhar nunca será em vão...


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. o lado F*.



Há pessoas que não têm articulação suficiente para estruturar uma opinião  e mesmo assim insistem em falar sobre o assunto. A necessidade de atenção é tanta que mesmo não tendo como argumentar, abrem a boca para contra-argumentar com algo que nada tem a ver com o assunto. Just because! lol
Há outras que têm a necessidade de andar aos pulinhos a dizer: eu faço! eu faço! eu sei! eu sei!
Mesmo que haja já quem esteja a fazer, são do tipo arrancar as barbies das mãos da dona só porque também as sabem vestir e finalmente poderem dizer: está bonita não está? Fui EU que a vesti! (a apontarem com o dedo para o seu próprio peito)
e depois há aquelas que se queixam :

Estimados administradores do Facebook:
Sinto que cada vez mais o Farmville faz parte da minha vida.
Apesar de já ter bloqueado o referido aplicativo passo a vida a ouvir vacas a mujir, porcos a grunhir, cavalos a relinchar e burros a dar para espertos.
Devo confessar que a vida no campo nunca me atraiu muito. O tirar leite a cabras, apanhar tomates, cheirar o cu a galinhas para descobrir o ovo de ouro, nunca foi o meu objectivo de vida Chamem-me antiquada, mas estes novos jogos tendenciosos são de facto um aborrecimento para a minha pessoa, sem querer ferir susceptibilidades, clarooo!
Somos todos amigos, mas...será que há hipotese de denunciar este jogo como spam de maneira a não ter de lidar mais com estes animais?
Muito obrigada
Ana Morais



* fun fun fun
título sugerido mais uma vez pela inspirada Ana Garcia

.o triunfo dos porcos*.



"(...)Um dia, quando estávamos nas fazendas de trabalho, vimos um grupo de mulheres a marchar, vindas de um desses campos de concentração. Era aterrorizante. Magras como esqueletos e, apesar disso, obrigavam-nas a carregar com pesados sacos de trigo às costas. Quando alguma caía, os guardas chicoteavam-na. Finalmente eles sentaram-se perto de um lago de jardim e começaram a almoçar, obrigando-as a ficar de pé e verem-nos comer. Zombavam delas e depois faziam com que algumas dançassem nuas na sua frente. Reconheci um dos guardas. Era um dos antigos criados do Palast-Hotel. Ria mais que qualquer dos outros.(...)" Fräulein, James MacGovern

É engraçado como basta pegar num individuo e colocá-lo noutro ambiente e ele transforma-se. Um pouco mais de poder e revela-se.
A veracidade destes factos transtorna qualquer pessoa que tenha o mínimo de príncipios humanos, toca a sensibilidade de quem realmente é provido dela.  
Se analisarmos correctamente este pequeno excerto deparamo-nos com uma mistura enorme de sentimentos, ou melhor, a falta deles. Num simples parágrafo. Dará para imaginar num espaço temporal de...6 anos por exemplo? A olhos nus...para toda a gente ver, apoiado e consentido por milhares de pessoas. O venerar da ameça, da humilhação dos humanos por humanos. Por uma vontade puramente carnificina. Custa tomar conhecimento do que realmente a nossa própria espécie é capaz de fazer, desde das maior proezas ás maiores atrocidades, infelizmente este conhecimento não chegou a todos por papel.
O que lemos remonta aos tempos de guerra no ano de 1945, por uma primeira edição portuguesa de 1955, palavras ainda sedentas de alguma liberdade de leitura...ainda que gostássemos de nos iludir que isto não acontece mais, que é passado...acontece e é presente. Esta exaltação da falta de principios e humanidade, até mesmo de coração, poderia passar despercebida, por andar agora camuflada, bem vestida e ornamentada. Só não passa porque são ainda muitos os relatos na primeira pessoa e no pretérito perfeito.
Assusta-me o facto de, na verdade, eu própria ser parte desta espécie, a Humana. Também eu ainda não sei todos os meus limites e os reconditos da minha personalidade. Vão sendo desvendados mas é ainda imenso o enigma que ela fomenta em mim e em cada um de nós. Somos de facto uma espécie interessante, mas também bastante perigosos para a nossa espécie, para as outras e até para connosco mesmos.

* Título sugerido pela inspirada Ana Garcia :P
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Comentado por Sandra Coelho - comentadora & co-autora oficial deste blog - nomeada agorinha mesmo lol

Gostei muito do teu texto, gorgeous! :-)
Além de estar bem escrito, coloca o dedo numa serie de feridas: as atrocidades que ainda hoje acontecem, sob outras formas e mascaras; o facto do poder revelar as pessoas e aquela que me fez pensar mais: isto somos nós, especie humana. Capazes do melhor e do pior.
Ha uns anos, em conversas com amigos, um deles perguntou se erámos capazes de matar alguem...e a primeira reaccão foi logo dizer "claro que nao, nunca!" mas depois,pensámos melhor... se disso dependesse a vida de alguem que amamos..ou em legitima defesa..e realmente nós nao sabemos do que somos capazes ate as circunstancia nos colocarem à prova...
dá que pensar...e é bom pensar!
pensar é como andar à chuva..incomoda.. (la dizia o Fernando Pessoa)
ainda assim é bom! 

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.cause the hole in the middle of my heart needs fillin' up.

preciso de me voltar a reencontrar nas palavras dos textos da minha alma, em cada letra delineada a caneta de feltro com o cuidado de um juiz que não tem mata borrão. tu olhas e vês-me. já há muito tempo que alguém não me via. tu consegues, mesmo que de vez em quando a imagem te pareça turva...sabes o que me faz falta, dás-me força, para me rever em pessoas que são mais que conchas, que existem e que como tu me tentam ver. eu sei quem elas são mas tu também, e não me deixas...não me deixas afastá-las...tens tanto medo como eu, por mim, que me afaste, que me isole, que me perca. obrigada a todas as mãos que já me foram estendidas ao longo do percurso e obrigada por todas as que se estendem mesmo apesar do meu espírito revoltado e voltado para dentro, cego, surdo e mudo quando nada quer ver, ouvir e falar.
e é por isso e por todas as outras coisas que agradeço o que já vivi o que ainda tenho para viver.
Obrigada!

.gliter and sparkle.

comming up soon
tenho a cabeça a fervilhar em ideias e até ao final do ano há pelo menos dois que tenho de terminar e um que to ansiosa por iniciar :)